A aprovação em primeira votação do Projeto de Lei nº 476/2025, que cria três novos cargos comissionados na Câmara Municipal de Itabirito, intensificou a queda de braço no Legislativo e levantou questionamentos sobre a condução dos trabalhos pelo presidente da Casa. A proposta, que prevê cargos com salários entre R$ 7.500 e R$ 11.500, foi aprovada na reunião extraordinária, da última sexta-feira (26/12), por 8 votos a 5, em meio à alegação de crise financeira enfrentada pelo município.
A tramitação do projeto foi marcada por uma tentativa de acelerar o processo no fim do ano legislativo, com a convocação de reuniões extraordinárias sucessivas. Antes mesmo da votação final, já havia sido marcada uma nova reunião extraordinária para a próxima segunda-feira (29/12), o que reforçou as críticas da oposição sobre a condução apressada da matéria.
O ponto mais controverso ocorreu na reunião do dia (23/12), quando a oposição acusou o presidente da Câmara de alterar unilateralmente a ordem de votação, rompendo com um procedimento historicamente adotado pelo Legislativo: a apreciação das emendas antes da votação do projeto principal. A mudança, segundo os vereadores de oposição, foi justificada por uma interpretação do Regimento Interno considerada equivocada pelos parlamentares contrários ao projeto e vista como uma manobra para garantir sua aprovação.
A bancada de oposição, formada pelos vereadores Max Fortes, Dr. Edson, René Butekus e Ezio Pimenta, posicionou-se de forma unânime contra a criação dos cargos desde o início e passou a adotar medidas regimentais para tentar barrar a proposta. Na sessão do dia (23/12), o vereador Max Fortes alertou publicamente para o erro regimental e reafirmou sua posição contrária ao aumento de cargos comissionados em um momento que, segundo ele, exige austeridade e responsabilidade fiscal.
Um dos fatos que chamou atenção foi o voto do vereador Fernando da Sheila, da base governista, que se posicionou contra a matéria e votou com a oposição contra a criação dos cargos.





