TCE aperta consórcios e pune municípios junto

Se tiver irregularidade: não fica só no consórcio, chega na prefeitura

Se o consórcio público erra, o município paga junto. Agora é regra.

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) mudou o jogo.

E mexe direto com prefeituras.

O que foi decidido
Penalidades aplicadas a consórcios agora se estendem aos municípios participantes.

Sem exceção. Sem depender de lei local.

Tradução direta
Se houver irregularidade: não fica só no consórcio, chega na prefeitura.

A medida foi tomada após consulta da Prefeitura de Rochedo de Minas.

E virou entendimento oficial do tribunal.

O objetivo é evitar repetição de irregularidades, responsabilizar os envolvidos e proteger o dinheiro público

O recado do tribunal
Segundo o presidente do TCEMG, Durval Ângelo, os consórcios estão sendo tratados como empresas privadas sem o devido cuidado com recursos públicos.

O problema já é conhecido e o tribunal vem apontando: preços inflados, compras questionáveis e uso inadequado de recursos.

Casos incluem, material escolar superfaturado, gastos com brindes e despesas fora do padrão.

O que são consórcios
São associações entre entes públicos. Municípios, estados e União. Criados para dividir custos; executar serviços e viabilizar obras.

Na prática? Nem sempre funciona assim.

O que muda agora
A responsabilidade deixa de ser difusa. E passa a ter endereço. Se o consórcio falha, o município responde junto.

E isso muda o comportamento. Ou deveria.