Um dado recente escancara uma inversão perigosa: o brasileiro passou a desconfiar mais da imprensa profissional do que das mensagens que recebe no celular.
Levantamento do NIC.br e do Cetic.br, divulgado em abril de 2026 e repercutido pelo Poder 360, mostra que 48% dos usuários desconfiam de notícias de veículos profissionais. O índice é maior que o de conteúdos vindos de amigos (39%) e de aplicativos de mensagens (42%).
A distorção não para aí. Só 36% dizem checar se a informação é verdadeira. Enquanto isso, 60% consomem notícias por apps de mensagem e 52% por vídeos curtos.
A confiança mudou de lado
Na prática, o critério deixou de ser o fato e passou a ser quem envia. Se vem de alguém próximo, ganha credibilidade automática. Mesmo sem prova.
Isso evidencia um cenário frágil: menos verificação, mais percepção. Vale ressaltar que 56% dos entrevistados têm medo de opinar sobre política.
No fim, a equação é simples e preocupante: quando a confiança sai de quem apura e vai para quem encaminha, a verdade vira detalhe.





